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Bom dia, empreendedor. Hoje eu tô aqui num café em Helsinki preparando meu dia pra gravar uma sacada pra vocês, dá uma olhada só. E basicamente esse é um projeto de gravar 365 sacadas que me fizeram diferença pra mim. E hoje eu acordei e falei assim, o que que eu vou gravar hoje pra minha audiência? E quando eu parei pra pensar nisso eu pensei na razão pela qual eu comecei esse projeto muito tempo atrás, na verdade não esse projeto de 365 dias mas o projeto de gravar vídeos no Youtube.

E a razão primordial porque eu comecei a fazer isso era deixar sacadas de empreendedorismo digital pro meu filho caso ele quisesse empreender e eu não tivesse mais ali pra passar isso pra frente. Então eu passei a documentar, uma sacada por dia, na verdade eu fiz isso por 120 dias e a grande sacada é quando eu penso nisso, quando eu penso que essa sacada é pra ele não só pra uma audiência me faz filtrar exatamente as sacadas que eu acho que é muito relevante.

E hoje eu acordei relembrando desse propósito desse canal, desse propósito desse projeto em primeiro lugar e falei assim, nossa se hoje fosse a última sacada pro meu filho qual que eu daria pra ele? E o que me veio à cabeça é a seguinte sacada, é se fazer uma pergunta, e a pergunta é: O que de pior pode acontecer comigo se eu não seguir o meu sonho? O que de pior pode acontecer comigo se eu não seguir o meu sonho? Eu lembro até hoje que eu tava mais ou menos, eu não lembro exatamente o ano agora mas eu tava numa rua em Londres que chama London Wall número 125 num banco de investimentos chamado JP Morgan na época. Eu lembro que eu tava lá, eu tava olhando, eu tinha 3 monitores porque a gente ficava enfim, ajudando a monitorar os mercados, ajudando a precificar os mercados, eu olhava pra aqueles monitores mas na verdade eu tava olhando pro além porque eu tava definitivamente em cima do muro se eu devia largar o meu emprego que me pagava 15 mil Libras dependendo de quando você converte isso, é mais ou é menos mas me pegava 15 mil Libras mensais pra empreender.

Então o meu emprego era meu porto seguro e o empreendimento pra mim era meu sonho e eu não sei exatamente porque eu decidi que empreender era meu sonho mas eu realmente queria enfim, ser livre, criar, fazer um monte de coisa que só o empreendedorismo na época me dava condições só que eu tava enfim em cima do muro.

Tava em cima do muro com um monte de medos internos, um monte medos externos também e eu lembro que eu saí pra ir almoçar e lá da London Wall, nesse lugar você tem que passar pra um lugar que chama Barbican que é um complexo de apartamentos em Londres e chegar até um mercadinho onde eu sempre almoçava, comprava uma salada lá é uma das melhores saladas inclusive, eu sinto falta daquela salada. Mas enfim, ia lá comprar uma salada. Naquele processo eu peguei um headphone como esse aqui e comecei a escutar um livro que chama “Trabalhe 4 horas por semana” se você nunca escutou, vale a pena, na descrição desse episódio tem um link pra ele e nesse livro ele me levou a pensar na seguinte frase. O que de pior pode acontecer comigo se eu não tomar aquela decisão? No caso era seguir meu sonho mesmo sem ter todas as respostas.

É uma frase difícil, eu era uma pessoa que tinha muito sucesso na vida, ganhava o meu dinheiro, aquele dinheiro me dava status, aquele dinheiro me dava significância, as pessoas me admiravam, minha família me admirava porque eu ganhava aquele dinheiro, não só por isso né? Mas era um dos fatores que enfim, eu dei certo na vida, eu tava ganhando mais que todo mundo da minha família jamais ganhou acredito eu como funcionário então me dava um monte de coisa. Aquele emprego era como se fosse a minha identidade. As pessoas faziam assim, Erico quem você é? E eu, não era incomum eu responder que eu era enfim um funcionário de um banco de investimento em Londres, eu tinha vencido na vida, aquele dinheiro tinha me comprado um apartamento, comprado vários outros apartamentos também que eu tinha enfim, investido em vários apartamentos, ele me dava muito mais que simplesmente uma sobrevivência, me dava significância.

E então assim, era difícil porém eu olhava pra vida do meu chefe e seria talvez minha vida em 5, 10 anos dependendo da minha velocidade de ascensão e não era uma vida que eu queria definitivamente. A do chefe do chefe menos ainda e eu acho que mais interessante quando você tem o suficiente dinheiro pra você sobreviver você passa a dar valor em outras coisas tipo propósito, tipo prazer, tipo enfim sonho só que eu tinha medo, só que eu tinha medo. E aí ele falou, cara pensa na pior situação, ‘The worst case scenario’ e eu pensei meu Worst Case Scenario, na verdade até escrevi. E meu Worst Case Scenario era que eu enfim, eu ia pedir demissão pra seguir meu sonho de ser empreendedor porque eu não sabia o que que eu ia fundar e meu Worst Case Scenario era, eu lembro de perder todo o meu dinheiro, absolutamente tudo nessa tentativa né? Porque a profissão mais bem paga do mundo, escreve aí, qual que é a profissão mais bem paga do mundo? Empreendedor.

Qual que é a profissão mais mal paga do mundo? Empreendedor também, tem alguns empreendedores até que pagam pra trabalhar e eu sabia muito bem disso. Mas naquele processo eu cheguei e falei, cara o pior cenário que é perder tudo eu ia ter que voltar pro Brasil de alguma forma ou de outra com a mão na frente outra atrás e eu ter que morar de favor na casa da minha mãe. Pedir favor e morar de favor na casa da minha mãe.

Eu acredito que era a pior situação. Não ia morrer de fome talvez enfim. E o mais interessante disso tudo quando eu escrevi aquilo aquilo foi, foi liberador pra mim me liberou um pouco porque tão ruim também não era. Porque eu comecei a comparar aquela possibilidade com a possibilidade de eu viver a vida que não era pra mim, de eu viver sei lá os próximos 30 ou 40 anos não sei, 30 anos e eu perder a vida. Porque é o seguinte, a gente vai morrer! Eu vou morrer. Você vai morrer. E não sei, dependendo das crenças que você tem, quantas chances você acha que você vai conscientemente ter nessa vida que você vive mas uma hora você vai morrer e a possibilidade de eu morrer tendo que passar os próximos 30 ou 40 anos fazendo algo que eu não queria também não era muito legal. E quando eu comparava as duas eu preferia a possibilidade de sucesso.

E o mais interessante disso tudo que quando eu comecei a analisar o meu cenário mais um pouquinho eu falei assim, meu Deus será que eu não tô exagerando não? Eu comecei a parar pra pensar que talvez eu não ia esquecer nada do que eu, eu não ia esquecer tudo que eu aprendi naquela hora. Eu tinha sei lá, 10 anos de carreira de banco de investimento e o meu pior cenário é que ninguém ia mais gostar de mim, ninguém nunca mais ia me dar emprego e o fato é que naquele momento eu estaria melhor do que quando eu me formei que eu sabia muito menos. Então talvez eu voltasse pro mercado de trabalho ganhando metade, o que não é incomum nesse mercado que é muito avaliado por performance, por reputação, por indicação, demora pra você subir os rankings ali. Mas não era a pior situação, talvez eu acho que a pior situação não era nem a primeira de voltar e pedir favor pra minha mãe pra morar na casa dela e ter que ouvir dela que ela sabia que eu não devia ter feito isso mas a pior situação era talvez voltar ao mercado de trabalho ganhando a metade que eu ganhava e isso não parecia tão ruim assim.

E foi aí, que interessante eu lembro que comi minha salada eu voltei, na época eu não voltei e pedi demissão de cara, eu voltei e fui falar com a minha esposa. E foi mais interessante né? Porque enfim a gente tava junto e naquela noite a gente conversou eu falei que eu ia pedir demissão e eu falei qual era, olha que louco, eu falei com ela qual era a pior situação e se ela tava preparada porque eu tava preparado pra pagar o preço. E ela falou pra mim, surpreendentemente, que ela também estava preparada pra pagar o preço. E eu falei, por que que você tá preparada pra pagar o preço? De repente voltar pro Brasil ou enfim, diminuir a nossa vida e ela falou o seguinte, porque você não tá feliz e você não tá feliz faz muito tempo. E foi nessa hora que eu fui, voltei pro meu trabalho e pedi demissão. E o mais interessante disso tudo é que eu pedi demissão e nesse exato, um dia depois eu me arrependi tentei ‘despedir’ demissão e talvez um dia eu ainda conte essa história pra você mas meu chefe não aceitou meu pedido de cancelamento de demissão então acabei indo e enfim, a situação não foi tão fácil assim não.

Eu não dei certo logo de cara, demorou um ano, 365 dias pra eu dar certo mas depois definitivamente eu não estaria aqui nesse café em Helsinki tendo o privilégio de conquistar resultado de qualquer lugar que eu esteja, tenho esse privilégio eu sei desse privilégio. Eu tenho um hábito de escrever 3 coisas que eu sou grato e eu sou um cara privilegiado porque eu consigo conquistar, eu tenho direito de conquistar meu resultado de onde eu quiser. E se eu tô aqui e aqui vai me fazer conquistar resultado é aqui que eu vou conquistar resultado e o resultado é chegar mais perto do meu sonho. Ontem a Ju correu uma corrida uma meia maratona, Jú é minha esposa, correu uma meia maratona numa cidade que chama Salo que é no círculo ártico. E ela correu a meia maratona, quem me segue no Snap viu que ela chegou à meia noite e eu tava lá com ela, eu tava lá com ela. Eu não sei se eu tivesse no banco necessariamente eu poderia ter esse privilégio de estar conquistando resultado e estar com ela num momento que era importante pra ela de uma forma ou de outra.

Então assim é um privilégio conquistado mas é um privilégio que veio de uma pergunta, eu acho que essa foi a única pergunta. Quando eu olho e desconstruo o que aconteceu comigo essa foi a pergunta, o que de pior pode acontecer se você não seguir seu sonho? Se você me segue no Snap eu encorajo as pessoas do Snap a me mandar perguntas pra eu gravar vídeos de sacadas como esse aqui e recentemente um jovem eu acho que de 20 e poucos anos falou a seguinte frase, Erico é o seguinte eu tô cursando um curso de engenharia, eu não amo isso, eu tenho certeza que eu não vou seguir isso você acha que eu devo parar agora? E você acha que eu devo continuar? Você acha que eu devo parar? Você acha que eu devo continuar? Você acha que eu devo seguir meu sonho? E pra esse jovem eu só falo uma coisa, eu não sei eu não tenho sua resposta. Você tem mais de 18 anos, você é responsável. O que eu te encorajo a fazer é fazer a seguinte pergunta, qual é o pior cenário que pode acontecer se você seguir o seu sonho? E no caso dele seguir o sonho dele era empreender e ele não tinha nem ideia do que empreender e eu cara, eu sei disso porque quando eu me demiti do meu emprego eu também foi assim.

E qual que é o pior cenário? E você pode analisar isso. E você tem que estar preparado pra querer pagar o preço ou não e eu só te falo uma coisa, na minha opinião não vai ficar melhor não, não vai ficar mais fácil. Eu acredito que não vá ficar mais fácil, não ficou mais fácil comigo, não ficou não. Largar um emprego de 15 mil Libras talvez seja pra mim discutivelmente mais, 15 mil Libras por mês seja discutivelmente mais difícil do que talvez teria sido pra mim em largar a faculdade. O fato é que, e aí eu respondi pra ele mais ou menos isso. Aí ele virou pra mim e respondeu, mas Erico é difícil seguir meu sonho, é difícil. Eu falei assim, eu sei porque eu vivi, eu sei que é difícil. Mas é por isso que tem tão poucas pessoas, eu acredito que tão poucas pessoas que conseguem encontrar a paixão, mesmo que você não tenha encontrado não é uma coisa que dá pra forçar do mesmo jeito que não dá pra forçar uma pessoa a falar eu te amo, não dá pra forçar.

Não dá pra forçar você encontrar a paixão da sua vida em relacionamentos, sua esposa talvez o marido, não dá pra forçar. Mas o dia que você encontra, o dia que você encontrar você vai saber e vai valer a pena porque viver uma vida sem paixão é muito menos eficiente. E graças a Deus hoje eu tenho muito mais, o mais louco disso tudo quer saber o mais louco disso tudo? Enquanto eu vivia no banco meu sonho era juntar dinheiro o bastante pra nunca mais ter que trabalhar e agora que eu vivo né? Com a minha paixão eu trabalho muito mais.

Não porque eu precise porque eu não preciso mais, hoje em dia eu não preciso mais trabalhar, e sim porque eu quero. E hoje em dia eu faço de onde eu quero, no momento por isso que você tá escutando esses barulhos do moedor de café, acredite ou não isso me inspira de alguma forma ou de outra e me dá liberdade. E muita gente me pergunta, Erico será que eu devo construir a minha carreira em paralelo ao meu empreendedorismo e só depois largar? Será que eu devo construir uma ponte em paralelo à minha ponte? Ou será que eu devo explodir essa ponte pra forçar eu tomar decisão. E eu criei um vídeo sobre isso e sinceramente se esse vídeo fosse pro meu filho eu só ia poder falar o seguinte, cara eu não sei só você sabe do preço que você vai pagar e se você tá disposto a pagar esse preço.

Eu só falo que a única coisa que funcionou pra mim, pra mim Erico, foi explodir minha ponte e dar um jeito de viver. Eu acredito em Darwin, muito da lei da seleção natural, acredito que as condições do ambiente vão definir o sujeito que tá atuando no ambiente e pro bem e pro mal, vão fazer alguns sobreviverem e alguns não sobreviverem nesse processo. Mas o mais importante disso tudo é saber se esse é um jogo que você quer jogar e se você tá consciente dos riscos, consciente dos riscos. Não vai ser fácil, eu acredito que não vai ser fácil mas acredito que pra mim no meu caso valeu a pena e pra maioria das pessoas que eu conheço que realmente jogaram esse jogo de verdade também valeu a pena.

Esse é o episódio de hoje, um grande abraço e eu te vejo no próximo episódio..

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